quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Minha grande inspiração'




...." Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que
disserem, o mal do século é a solidão".Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais
micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que
estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse,era resolvido fácil, alguém dúvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas
de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormirem abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde
que não interrompa a carreira, a produção.

Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como:

"Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a
desesperançada "Nasci pra ser sozinho!" Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e
estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de
frente e aceitar essa verdade de cara limpa.

Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio,
démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem
parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja
frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!),aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz
que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar
iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos
achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter
bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

" Antes idiota que infeliz"
( Arnaldo Jabor)

Você sabe o que é?

O contrário do amor

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.
(Martha Medeiros)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Fogueira de desilusões


"...Vai em frente seja feliz Tente sempre realizar Os sonhos seus e de quem encontrar E te pareçam sinceros também Só não se esqueça que o amor, é de vidro E que alguns sorrisos que te dão, são de cera Que nossa vida aqui, na cidade É uma fogueira de desilusão Com faísca de felicidade É uma fogueira de desilusão Com faísca de felicidade..."

Natiruts

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Em mim


...Descobertas sobre mim mesma, tenho o mundo e ao mesmo tempo, solitária!! A gente se chateia por tão pouca coisa, coloca a culpa das nossas atitudes nas atitudes dos outros como consequência e falta de experiência... Podia ser ruim, mas é bem pior... Momentos que estão indo embora e reinventando uma nova forma de sentir, agir, corrigir...Corrigir aquilo que não se pode ser esquecido, admitido. E a dor vem e onde a ilusão chega é onde não se pode dete-la, busco e não encontro. Até acho mas não o possuo...Até penso mas logo não existe. Há momentos em que se quer tudo e há aqueles que nada é preciso para ser feliz.. Eu só espero que em mim possa trazer a felicidade descontando as frustrações'.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Dez anos

"Agora sei qual foi meu erro, ser homem. Agir e pensar guiado pelos anseios de um ser humano romântico comum. Somos todos comuns e iguais, isso mesmo. Não acredite quando disserem que você é o único. Aí encontrei você. Todos sumiram aos poucos, mas você permanecia dono da minha essência. Estava ali para mim firme e completo, mesmo assim imaginei que não fosse me acompanhar por muito tempo.
Em parte me enganei, você também se foi, mas foi muito mais doloroso e tardio do que havia pensado. E quando isso aconteceu, sofri, sofri como nunca ante. E finalmente aprendi que sou tudo o que preciso.
Não é por que somos acidentes que não podemos ser felizes."

Elipê

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Oscilação


...o que é negativo te surpreende de uma forma inimaginável, já prestou atenção? E há momentos na vida que nada nem ninguém pode te fazer olhar pra frente... Queria saber porque é tão doloroso ser quem eles querem e ainda mais difícil ser quem se quer. É necessário entender tanto e tão pouco acaba sabendo, mesmo em 11 anos, sem especificidades o que vem também se vai e a dor de chegar acaba sendo o medo de partir... Quem te julga te faz reagir, ou como se diz... para cada ação, uma reação...e a distancia agora é que prevalece...

Vontade de fluir ao longe, vontade só de ficar comigo...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Viva a verdade!

Semente, semente, semente
Semente, semente
Se não mente fale a verdade
De que árvore você nasceu? (2x)

De onde veio
De onde apareceu
Porque que o meu destino
É tão parecido com o seu?

Eu sou a terra
Você minha Semente
Na chuva a gente se entende
É na chuva que a gente se entende
Oh Semente!

Semente, Semente, Semente
Semente, Semente
Se não mente fale a verdade
De que árvore você nasceu? (2x)

Semente eu sei
Tem gente que ainda acredita
E aposta na força da vida
E busca um novo amanhecer
Lá vem o sol
Agora diga que sim
Semente eu sou sua terra
Semente pode entrar em mim...

Se conseguir
Aquilo que você quer
E conseguir manter
A nobreza de ser quem tu é
Tenha certeza
Que vai nascer uma planta
Que a flor vai ser de esperança
De amor pro que der e vier
Oh Mulher!

Se conseguir
Aquilo que você quer
E conseguir manter
A nobreza de ser quem tu é
Tenha certeza
Que vai nascer uma planta
Que a flor vai ser de esperança
De amor pro que der e vier
Oh Mulher!

Semente, Semente, Semente
Semente, Semente
Se nao mente fale a verdade
De que árvore você nasceu? (4x)

Semente, Semente, Semente
Semente, Semente
Não mente!

!